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| (Foto: Ministério Público/Divulgação) |
Ele teria pago outros R$ 50 mil para ser
transferido para Taquara, diz MP.
Fuga aconteceu em 2014, quando ele negociou para ficar sozinho no pátio.
Fuga aconteceu em 2014, quando ele negociou para ficar sozinho no pátio.
Fonte: G1 RS
Um dos
presos investigados durante uma operação dp Ministério Público teria pago cerca de R$ 50
mil para fugir da Penitenciária de Taquara, no Vale do Paranhama, interior do
Rio Grande do Sul. Conforme o MP, o homem de 40 anos negociou para ficar sem
segurança no pátio da casa prisional e, em seguida, conseguiu escapar. O
incidente ocorreu em maio de 2014.
Segundo o Ministério Público, ele teria se beneficiado do esquema de compra de vagas no presídio e pago outros R$ 50 mil para ser transferido para Taquara, presídio de onde fugiu. Por conta da interdição judicial do presídio de Taquara, que limita o número de presos no local, a casa prisional tem uma situação considerada melhor do que a verificada em outras casas prisionais do estado, e isso motivaria o pagamento de detentos.
Segundo o Ministério Público, ele teria se beneficiado do esquema de compra de vagas no presídio e pago outros R$ 50 mil para ser transferido para Taquara, presídio de onde fugiu. Por conta da interdição judicial do presídio de Taquara, que limita o número de presos no local, a casa prisional tem uma situação considerada melhor do que a verificada em outras casas prisionais do estado, e isso motivaria o pagamento de detentos.
Ele é
um dos três que seguem foragidos da ação do MP desta sexta-feira (27). Outras
seis pessoas foram presas. A investigação apontou ainda que agentes públicos
também ganhavam participação nos lucros obtidos por meio do tráfico de drogas.
Os
detentos que cumpriam pena no presídio cobravam de outros presos uma propina
que variava entre R$ 2 mil e R$ 20 mil, sob o pretexto de que seus nomes não
seriam incluídos em uma "lista de transferências". De acordo com a
investigação do Ministério Público, ao menos 26 presos teriam sido vítimas da
cobrança de propina.
A
cobrança dos valores eram realizada por detentos, dentro de salas do presídio,
com a conivência e participação de agentes penitenciários. Os valores cobrados
pelos autores do esquema eram pagos em dinheiro, imóveis, telefones celulares,
armas ou drogas.
Esquema foi montado por diretor e chefe da segurança
Conforme o Ministério Público, o esquema foi idealizado por Evandro Oliveira Teixeira e Marcelo Alexandre Ribeiro Carvalho, que atuavam como diretor e chefe de segurança do Presídio Estadual de Taquara.
Conforme o Ministério Público, o esquema foi idealizado por Evandro Oliveira Teixeira e Marcelo Alexandre Ribeiro Carvalho, que atuavam como diretor e chefe de segurança do Presídio Estadual de Taquara.
Na
ação desta sexta-feira foram presos dois agentes penitenciários - entre eles o
ex-diretor do presídio - dois detentos do Presídio Estadual de São Francisco de
Paula, um apenado do Presídio Estadual de Taquara e outro que estava em
liberdade condicional. Seguem foragidos o ex-chefe da segurança do presídio e
dois apenados - um deles estava em liberdade condicional.
Em nota, a Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe) informou que foi instaurada, pela Corregedoria Geral do Sistema Penitenciário, sindicância para apurar o envolvimento dos três servidores. O procedimento foi concluído e encaminhado para a Procuradoria-Geral do Estado (PGE), para a qual foi solicitado a demissão dos servidores.
Em nota, a Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe) informou que foi instaurada, pela Corregedoria Geral do Sistema Penitenciário, sindicância para apurar o envolvimento dos três servidores. O procedimento foi concluído e encaminhado para a Procuradoria-Geral do Estado (PGE), para a qual foi solicitado a demissão dos servidores.
A
assessoria da PGE informou que foram instaurados quatro Procedimentos
Administrativos Disciplinares (PAD) em 2014, que ainda estão em tramitação, em
fase de instrução. Não há prazo para serem concluídos, conforme o órgão. A PGE
informou que foram instaurados quatro porque ocorreram situações diferentes nas
quais tiveram a participação individual ou de mais um dos três servidores.
Quadrilha atuava desde 2010
Conforme as investigações conduzidas ao longo da operação Pitágoras 2, a quadrilha atuava desde dezembro de 2010 e vinha sendo investigada há dois anos e meio. Eles seriam responsáveis pelos crimes de corrupção, concussão, peculato e outros delitos contra a administração pública. Eles foram denunciados ainda no dia 11 de abril, quando foram solicitadas as prisões.
Quadrilha atuava desde 2010
Conforme as investigações conduzidas ao longo da operação Pitágoras 2, a quadrilha atuava desde dezembro de 2010 e vinha sendo investigada há dois anos e meio. Eles seriam responsáveis pelos crimes de corrupção, concussão, peculato e outros delitos contra a administração pública. Eles foram denunciados ainda no dia 11 de abril, quando foram solicitadas as prisões.
O
esquema passou a ser conhecido entre presidiários de outras unidades, que
passaram a fazer contato com os denunciados na tentativa de comprar uma vaga
para o presídio de Taquara.
De
acordo com o Ministério Público o tráfico de drogas era realizado no Presídio
de Taquara, com a conivência de agentes público, que receberiam parte dos
lucros.
A ação
deflagrada nesta quarta foi a segunda fase da Operação Pitágoras, cuja primeira
fase foi deflagrada em julho de 2014, quando foi preso o diretor, o chefe de
segurança e um detento que cumpria pena no regime semiaberto.









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